Todo ano eleitoral é a mesma coisa, trocas de acusações sem fim, corrupção e tentativas de todas as frentes para derrubar o concorrente, o que conota uma fraca formação política da população e um debate vazio e subjetivo em relação às propostas.
No mapa feito pela Polícia Federal, o Tocantins encabeça lista de crimes eleitorais de todo o país entre 2006 e 2009. Com 841 casos, o estado possui pouco menos que o dobro de crimes que o segundo colocado, Rio de Janeiro com 486 casos
O interessante sobre esses dados é que o Rio de Janeiro tem mais de 16 milhões de habitantes, enquanto o nosso estado não chega a um milhão e meio. Desproporcional, não acham?
Nosso estado respira política, ou melhor, traga uma política tóxica sustentada pelo funcionalismo público e por uma inversão completa de valores. Aqui, no Estado Político, quem administra o que é de todos nós não é visto como um funcionário a serviço do povo, e sim como um ser quase incorpóreo, na verdade uma fusão de conceitos: poder, luxo, ascensão social e distanciamento da população e de seus problemas.
A pesquisa divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral indica que entre 20,1 e 30% dos eleitores do estado são analfabetos. Uma realidade vantajosa para os que querem o poder à custa, eu diria, da inocência desse eleitor, que não instruído, mercantiliza seu voto pelo atendimento de alguma necessidade urgente e básica, como uma cesta básica, um par óculos, ou um “emprego”, ainda que para ficar nos semáforos da cidade sacudindo uma bandeira com informações que ele não terá acesso porque não sabe ler.
Enquanto isso, surgem jornais e mais jornais de origem suspeita prometendo a verdade, e informando os eleitores sobre realidades muito bem arquitetadas. Distribuídos gratuitamente em pontos de ônibus, feiras e em outros lugares de grande movimentação, esses jornais servem querem pulverizar informações conforme a conveniência de quem, generosamente, financia essas publicações.
E até mesmo o horário eleitoral, que deveria ser uma ferramenta de esclarecimento do eleitor, não cumpre o seu papel. Propostas rasas se perdem perto do mar de acusações, um embate televisivo que me traz a triste impressão de votar no “menos pior” e de não ver se quer uma proposta concisa a não ser as pueris palavras “educação, saúde, asfalto e habitação”. E a pergunta que fica é: O que fazer com tanta desordem?
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